segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sua vadia


     -Sua vadia!
Virei-me e fitei seus olhos verdes, escuros e furiosos como tempestade. Abri a boca com o intuito de questionar sua indagação, mas fui interrompida antes que pudesse dizer qualquer coisa.
     -É isso mesmo que você ouviu! Você é uma vadia arrogante e esnobe! Acha que as pessoas são seus fantoches os quais você pode manipula a seu bel prazer? Você se apoia em cima de tua beleza, inteligência ou sensualidade, mas pra ser bem sincero, está longe se ser a mulher mais inteligente, culta ou bela que já tenha conhecido. Você não passa de uma menina mimada, fútil e vulgar, que se veste como uma puta e se comporta como se estivesse em leilão. Você é mesquinha, instável e insensível! É a criatura mais porra-louca que ue já conheci na vida! Só se importa consigo e com o que te beneficia. Você não tem ideia do que seja gostar de alguém de verdade, preocupar-se e dedicar-se a este alguém. Você é uma louca paranóica que vive em seu mundinho de faz de conta onde você impera. Eu nem sei como pude... Espero não cruzar teu caminho novamente Dominick. Au revoir!
     -Andrey!
     Gritei em som abafado misturado à raiva e lágrimas. Ele virou o rosto e me olhou por um instante como se quisesse voltar, mas não o fez, virou-se novamente, atravessou o saguão do hotel e fez sinal para o táxi.
     Ele nunca me ouvirá dizer que o amo.

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