domingo, 31 de outubro de 2010

Homens são como objetos


     Homens são obejtos:
     Alguns você adora, outros detesta
     Ama quando ganha e logo depois deixa de lado
     Brinca, joga, quebra, estilhaça
     Sou como quer que eu seja
     Brinco com teu afeto, te disperso
     Viro tua cabeça, te enlouqueço
     Logo depois te deixo.
     Rio de tua estupidez, tua tolice
     Ajo como quer que eu aja
     Te beijo, te puxo os cabelos
     Te arranco a roupa, te bato
     Te prendo entre minhas pernas e braços
     Sinto-o movendo-se dentro de mim
     Sou como deseja que eu seja
     Sou amante, sou apaixonada
     Me visto e acendo um cigarro
     Me distraio com o que realmente importa
     Te largo, te atiro na lama
     Te descarto, só pra me divertir
     Sou o que sou
     Brinco com teus sentimentos e sentidos
     Rio de escárnio
     Procuro um novo brinquedo  
     Só pra te enciumar
     Me exponho
     Só pra te provocar
     Me embriago
     Só pra te esquecer
     Rio de tua desgraça
     Simplesmente porque não me importa
     Quero novos brinquedos
     Novas formas de diversão
     Quero correr riscos
     Só pra provar que nunca fui tua.

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