quarta-feira, 17 de março de 2010

Rumo a Curitiba


Estava entediada e resolvi ir pra Curitiba às 3h da manhã, (desde que entrei na fase adulta desenvolvi um gosto por dirigir de madrugada e embriagada). E lá estava eu, bela e fresca dirigindo meu sedan na Regis Bittencourt ao som de Pink Floyd. Estava cansada de tudo, tenho carro e dinheiro, então por que ficaria em casa sozinha vendo programas de TV estúpidos, olhando para o relógio esperando o tempo passar (e pior: sem sexo).
Às 7h10 da manhã colocava meus pés no Araucária Palace, na rua Amintas de Barros; Foi a primeira espelunca que vi em Curitiba quando o efeito do álcool já se amenizava. Felizmente o bar estava em funcionamento, pedi uma dose de Baileys e enquanto degustava minha bebida, um babaca de meia idade se aproxima puxando assunto, dando um de intelectual, falando de Nietzsche e eu quase dormindo. Tomei o último gole do meu licor, avaliei de alto á baixo a criatura na minha frente (até que era charmoso) e proferi: - Cara,se você estiver afim de transar vamos pra minha suíte, caso contrário, vou subir sozinha pois estou bem cansada. Ele respondeu: - Desculpe, eu só queria conversar, não me leve a mal, mas não transo com prostitutas,acho que sexo tem que ser com sentimento, desculpe. O cara se levantou e eu o chamei: -Ei, não sou prostituta não meu! E sexo se faz quando 2 (ou mais) pessoas têm vontade, sentimento é só algo que serve para as pessoas de bom coração se martirizarem enquanto o resto se diverte!
Me levantei e fui pro meu quarto só. Acendi um cigarro frutado e ri sozinha da ignorância alheia.

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