terça-feira, 2 de março de 2010

My body...


Eu visto um curtíssimo vestido preto, salto agulha, maquiagem carregada, pressinto que algo irá acontecer e mesmo assim insisto em sair de casa.
Entro no bar e peço uma vodka, acendo o cigarro, olho à minha volta: Tudo tranqüilo. Relaxo acreditando que o pressentimento não passara de paranóia minha. Sigo para o andar superior e antes de sentar-me a mesa paro, gélida, o coração disparando, permaneço quase em transe diante do homem que vejo. Embora o odeie, tenho consciência de que ele exerce um inexplicável magnetismo sobre mim. Ele exala fogo e paixão, e eu fúria e veneno.
Ele está se aproximando... Eu não consigo sequer sair do lugar, nem ao menos raciocinar quando escuto uma voz: - Precisamos conversar.
Era a última coisa que precisava ouvir! Não queria conversar com aquele homem incontestavelmente charmoso e canalha! Só queria que desaparecesse de minha frente e de minha vida. Há uma linha tênue entre o amor e o ódio, eu sentia ambos. Havia dezenas de coisas entaladas em minha garganta e eu explodi: Gritava e esbravejava tudo o que pensava a seu respeito quando ele se cansou e jogou-me o copo de whisky que tinha em mãos. Antes que pudesse protestar lançou-me contra a parede... Senti seu corpo másculo quase esmagando o meu, o perfume amadeirado, o whisky escorrendo por minhas pernas... Ele sussurrou algo obsceno no meu olvido que fez meu corpo estremecer. Eu precisava fugir dali, tentei pensar em algo e senti a pressão de seus lábios contra os meus, a língua me invadindo a boca, as unhas me rasgando as costas nuas. Não consegui pensar, não consegui reagir, o corpo não quis obedecer a minha mente. Embriagada pelo êxtase que se apoderara de meu corpo frágil, desisti de tentar resistir.

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